Embarque de café recua em abril, mas está firme no acumulado da safra
De acordo com o Cepea, menor volume embarcado em abril pode estar atrelado à baixa disponibilidade de cafés de maior qualidade.
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De acordo com o Cepea, menor volume embarcado em abril pode estar atrelado à baixa disponibilidade de cafés de maior qualidade.
Com fundamentos inalterados, cotações seguem oscilando com base em fatores técnicos e no dólar
Preços do arábica seguiram oscilando com força no físico brasileiro ao longo de junho.
Segundo Escritório Carvalhaes, produtores não mostram pressa em vender e continuam bastante preocupados com o estado de suas lavouras
Somar Meteorologia alerta sobre nova massa de ar polar que deve chegar ao País em duas semanas
O Conselho Monetário Nacional (CMN) não votou a liberação de 390 milhões de reais para auxiliar produtores de café, como era aguardado para esta sexta-feira (28/06), mas o Ministério da Agricultura afirma que os recursos estão garantidos. Uma portaria interministerial tratando do assunto ainda está sendo redigida, disse o secretário de Produção e Agroenergia do ministério, João Lages.
Ministério da Agricultura está buscando um preço mínimo de 340 reais para o arábica, aderindo ao procedimento habitual de seguir o cálculo da Conab sobre custos. O Ministério da Fazenda está buscando um nível entre 304 e 310 reais, diz fonte próxima à discussão que se desenrola entre ambos, sobre o futuro próximo da sustentabilidade econômica da cafeicultura brasileira.
O Conselho Nacional do Café - CNC divulga a segunda edição do Boletim Conjuntural Mensal do Mercado de Café. Destaques do mês de abril ficam por conta das oscilações negativas das cotações, visita da OIC em regiões produtoras da América Central, economia mundial pouco otimista e expectativa ante o preço mínimo do café.
Em algumas regiões do cerrado mineiro e também do triângulo não chove há mais de 15 dias e os cafezais já começam a sentir a estiagem. O forte calor registrado ao longo da última semana vem causando um enegrecimento dos chumbinhos e até uma queda prematura destes. Segundo Somar, apesar de pancadas isoladas não estão previstas chuvas regulares para essa semana em nenhuma região.
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com perdas expressivas e café arábica na ICE Futures US (Bolsa de Nova York) testa uma vez mais o patamar de US$1,60/lb. Valorização do dólar e preocupações com a economia européia seriam os principais fatores da queda.
Preços seguem oscilando com base no câmbio e fatores técnicos
As cotações do arábica vêm oscilando entre altas e baixas nos últimos dias. Nesta quinta-feira (02) elas encerraram em alta, influenciada por fatores macroeconômicos que tem sido responsáveis pela saída de agentes investidores em commodities. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 519,03, com desvalorização de R$ 1,71 segundo o indicador Cepea/Esalq.
As flutuações do câmbio estão pesando mais para muitos produtores de café do que os preços internacionais elevados, de acordo com o presidente da Organização Internacional de Café (OIC), José Sette. Embora os futuros de arábica estejam oscilando perto das máximas em 13 anos em Nova York, acima de 210 cents/lb, Sette disse que a queda do dólar frente a uma cesta de moedas significa que os produtores estão vendo retornos mais baixos.
No Paraná mais de 70% da safra já foi comercializada. Produtores passaram a receber valores acima dos R$ 400 pela saca. Preços favoráveis impulsionam a venda da safra 2011/2012 de café.
O presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaiso), Carlos Melles, fez uma análise completa sobre o atual momento do setor cafeeiro, suas altas na bolsa de valores e de preços e o que o produtor está vivendo com isso. Melles começou explicando que em um ano a bolsa tem registrado altas e baixas, demonstrando o nervosismo do mercado.
Cotações do arábica encerram a quarta-feira (13) em alta pelo segundo dia consecutivo. Em Nova York, o primeiro vencimento dezembro/10, teve alta de 750 pontos, fechando a 186,15 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica acompanhou a movimentação dos mercados futuros e foi cotada a R$ 321,88, com valorização de R$ 8,75, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Pesquisadores prevêem que a mudança climática global prejudicará a produção do reconhecido café da América Central nas próximas décadas, mas atualmente alguns produtores de terras baixas na Guatemala já estão sentindo seus efeitos. Projeções das Nações Unidas indicam que as temperaturas subirão de um a seis graus no próximo século, o que inviabilizará terras baixas e obrigará produtores a mudar para territórios mais altos.
Com o cenário de enfraquecimento do fenômeno La Niña já para maio, a previsão para o período de colheita é de alguns episódios de chuva. Não teremos um outono e um inverno chuvosos, mas os episódios poderão trazer transtornos às atividades de colheita especialmente na zona da mata de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.
Ibiporã, no norte do Paraná, cidade vizinha a Londrina, registra uma situação totalmente diferente do norte do Espírito Santo. O mês de novembro terminou com precipitações abaixo da média. Choveu 80% da média e o acumulado chegou a aproximadamente 90mm.
A região de Pirajuí, no centro do Estado de São Paulo, assim como boa parte das demais localidades paulistas sofrem com as precipitações irregulares desde o início da primavera. Até o momento, choveu algo em torno de 75mm e a média é de 110mm. O desvio negativo passa dos 30%.
Disparada histórica do petróleo e incertezas geopolíticas ampliam oscilações do arábica e robusta, travando negócios no físico mesmo com quedas nas bolsas
A valorização do dólar, a divulgação da nova estimativa de safra da Conab e as preocupações com oferta global mantiveram a volatilidade nas bolsas de NY e Londres, enquanto projeções recordes para o VBP de 2025 reforçam o peso econômico da cafeicultura brasileira
Apesar do alívio parcial com o fim da tarifa sobre o café brasileiro nos EUA, a manutenção do imposto para o solúvel e as incertezas climáticas mantêm o setor em alerta
Com preços recordes e alta volatilidade, o mercado de café enfrenta tensões entre produtores e exportadores, revelando fragilidades na gestão de risco e nos mecanismos financeiros do setor