Indústria de solúvel depende de preços no varejo interno
A indústria brasileira de café solúvel continua a registrar números considerados modestos, mas seu faturamento cresceu expressivos 17,8% no ano passado em relação a 2012
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A indústria brasileira de café solúvel continua a registrar números considerados modestos, mas seu faturamento cresceu expressivos 17,8% no ano passado em relação a 2012
A produção mundial de café na safra 2012/13 deve atingir 148 milhões de sacas, um aumento de 10 milhões de sacas ante o período anterior, em grande impulsionado pela colheita no Brasil, de acordo com relatório sobre os mercados mundiais do grão divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Não há uma data para o governo brasileiro iniciar as vendas do café comprado em 2009 por meio de contratos de opções, afirmou nesta terça-feira o secretário de Produção e Bionergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. "A gente não tem pressa", declarou Bertone, ontem (31), antes do 4º Fórum & Coffee Dinner, promovido pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
A demora em repassar os preços ao longo do último ano se deve a um conjunto de fatores. A acirrada concorrência entre as empresas no mercado doméstico e a dificuldade em negociar grandes ajustes com o varejo são os dois principais pontos. Sem estoques, as indústrias precisam comprar a matéria-prima nos atuais níveis de preços.
Apesar de o Brasil ter ampliado de 30% para 32% sua participação no comércio internacional de café no ano passado, os exportadores querem mais. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês) e a Agência de Promoção das Exportações (Apex) preparam uma ofensiva para elevar ainda mais a presença do produto nacional, principalmente o gourmet, em mercados que importaram menos em 2009 ou que tenham grande potencial de crescimento.
Cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea/Esalq/USP, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, mostram que em outubro, pela primeira vez em 2008, o agronegócio brasileiro decresceu, refletindo mais intensamente o impacto da crise financeira sobre o setor.
Entre tradição e oportunidade, o café brasileiro redescobre a América Latina como um mercado em crescimento, com proximidade e potencial de valor - estratégico para diversificar riscos e fortalecer sua presença regional.
Após sessões com expressivas movimentações, mercado teve pouca variação. Em Londres, cenário foi o mesmo e o canéfora encerrou próximo da estabilidade
O objetivo da ação é promover a inovação a partir da união das capacidades e recursos das instituições em parceria com entes do setor industrial
Leves perdas ocasionadas por fundamentos baixistas foram compensadas em parte por correções técnicas
Número representa queda de 9,1% em relação ao mesmo mês do ano passado
A ocorrência de Broca deve trazer prejuízo aos cafeicultores nessa e na próxima safra.
Segundo o USDA a demanda permanece fraca à medida que os compradores estão evitando grandes compras em antecipação às chegadas de novas colheitas.
Espaço Aberto: Importante tendência ideológica anda se esforçando para dominar o ambientalismo brasileiro. Sua mais recente tacada se materializou com o lançamento, pelo governo federal, do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Verdadeiro anticapitalismo no campo. Por Xico Graziano
No último relatório mensal da OIC - Organização Internacional do Café, preços baixos e oscilações de produção e exportação em diferentes origens cafeeiras estão em pauta. Confira aqui estas e outras informações do mercado mundial de café no mês de outubro.
Depois de um verão com precipitações irregulares, o outono terá uma característica semelhante, apesar do término do fenômeno La Niña. Especificamente no norte do Paraná e oeste de São Paulo, esperam-se acumulados significativos entre a segunda quinzena de março e a primeira quinzena de maio, porém as chuvas fortes acontecerão em períodos relativamente curtos.
Os preços globais dos alimentos podem estar atingindo um piso, segundo o economista Abdolreza Abbassian, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Nesta quinta-feira, 8, a instituição divulgou o quinto declínio mensal consecutivo em seu índice global de preços de alimentos. Trata-se da queda mais duradoura em dois anos.
A exportação de café da variedade robusta (conillon) apresentou forte aumento de 102% em outubro. Em termos de participação, 85% do café exportado em outubro foi da qualidade arábica, 8% de solúvel e 7% de robusta.
As commodities agrícolas terão pela frente uma década de preços elevados e grande volatilidade no mercado internacional, e o Brasil será um dos países mais beneficiados nesse cenário. É o que prevê um amplo estudo conjunto da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que será apresentado na sexta-feira em Paris, ao qual o Valor teve acesso.
Segundo Federica Carraro, da importadora espanhola Sodepaz, estão sendo aplicadas ao comércio justo as regras do mercado neoliberal. Em seu livro, define o comércio justo como um oximoro, ou seja, uma figura de retórica que ocorre quando se unem duas palavras de significado oposto, como em "um silêncio estrondoso", portanto, uma contradição. Mas ao unir as duas palavras, diz o dicionário, pode-se criar um novo significado.
A Juan Valdez nasceu como uma imitação da rede americana, mas só cresceu quando decidiu assumir suas raízes colombianas. Hoje, é tida como uma das mais badaladas multinacionais dos países emergentes. A grande ironia é que a Starbucks preparou o terreno para o crescimento da Juan Valdez, preparando o consumidor analfabeto em matéria de café a apreciar um produto de qualidade superior.
Eu já fui contra o marketing, hoje sou a favor. O café colombiano é comercializado 100 dólares acima do café brasileiro e não vale isso. Isso acontece porque eles conseguem vender por opinião e nós estamos vendendo por precisão. Nós temos de copiar o vinho. Até pouco tempo atrás, tomávamos café por hábito, ainda que fosse ruim. O segredo do café não é esse. É um café que lhe dê prazer. O que é útil tem preço, mas o que dá prazer tem valor.
O passo estirado que tanto distingue o perfil heterogêneo da sociedade brasileira é o fenômeno que mais contribui na manutenção de seu estado de subdesenvolvimento. A dimensão da política decisória ganha contornos que, se por um lado são inescapáveis, por outro, podem se converter em fatores que perpetuam o consenso conservador refratário a mudanças substanciais.
Considerando a longa série de preços mensais recebidos pelos produtores paulistas de milho e café arábica (de 1954 a 2007), pode-se construir uma paridade de preços entre ambos produtos. Caso esteja correta a hipótese de convergência para o equilíbrio nas paridades entre as mercadorias<sup>5</sup>, o café poderá aguardar cotações acima dos R$ 300,00/sc no curto prazo e acima dos R$ 350,00/sc nos médio e longo prazos. Essa previsão está bastante harmônica com aquilo que os cafeicultores vêem continuamente afirmando, qual seja, a baixa rentabilidade alcançada com o produto comparativamente as outras opções de uso da terra. Os indícios de estagnação na evolução da área cultivada com café no Brasil ratifica o argumento dos produtores, pois a decisão de investimento na ampliação das lavoura está condicionada as taxas de retorno compatíveis com as remunerações alternativas disponíveis no mercado financeiro.