Gangorra mercadológica
A semana nos mercados financeiros teve seu início marcado por fortes oscilações, principalmente, no âmbito cambial, aponta consultor.
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A semana nos mercados financeiros teve seu início marcado por fortes oscilações, principalmente, no âmbito cambial, aponta consultor.
Após boas e surpreendentes volatilidades presenciadas em NY, no final do pregão de ontem, mercado volta a cair.
O forte declínio das cotações do café arábica que se iniciou entre setembro e outubro de 2011, alcançando a mais intensa depreciação em junho de 2012, quando as cotações se aproximaram dos R$365,00/sc. para cafés finos, deixou todos que de alguma forma participam desse mercado completamente atônitos. Creditar, exclusivamente, à crise financeira a baixa nas cotações não parece posicionamento acertado, tendo em conta que os reflexos sobre o consumo da bebida não foram na mesma intensidade com que atingiram outros itens de consumo. Ademais, não se percebe qualquer notícia de recomposição de estoques mesmo tendo em conta a safra de alta brasileira e a formidável safra vietnamita.
Marcus Magalhães, analisa o dia 02 de julho no mercado cafeeiro. Segundo ele, os produtores seguem firmes ante os movimentos especulativos.
Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo, pesquisador do IEA - Instituto de Economia Agrícola e colaborador do CaféPoint, falou durante entrevista sobre a importância de o produtor acompanhar o mercado, preços e cotações, além de fomentar sobre as ferramentas disponíveis para que o produtor comercialize melhor seus produtos. Acesse e confira a entrevista na íntegra.
O leitor e colaborador do CaféPoint Paulo Henrique Leme, consultor em marketing estratégico no agronegócio, especializado em café, afirma que o Brasil deve ter um estoque de regulação do mercado, de preferência, na mão do agronegócio café e não na mão do governo. Ele revela que para "descomoditizar" o café brasileiro do mundo do café devemos trabalhar na regra da oferta e demanda. "Colocar nosso produto na maior bolsa de café do mundo é fundamenta".
Volatilidade elevada deve ser a alavanca para mais procura por hedge e não ao contrário, promover a fuga de investidores. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador do IEA, e Félix Schouchana, economista, professor e consultor.
Dando continuidade ao debate do último artigo de Sylvia Saes e Bruno Varella, "Sabemos quanto vale. E quanto custa, sabemos?", Celso Vegro enviou ao CaféPoint um artigo que vai de encontro com as abordagens do debate e enfatiza a afirmação "Cafeicultor é um agente econômico racional". Confira o estudo!
O ciclo econômico é um fenômeno reconhecido e estudado por economistas e cientistas sociais já há algumas décadas. Entretanto, poucos são aqueles que conhecem a origem dessa teoria. Foi por meio do acompanhamento sistemático dos preços do café que a hipótese dos ciclos econômicos foi formulada.
Aqueles que nesse espaço me acompanham, sabem que este escriba não é dado aos exageros, a não ser os da retórica argumentativa e de suas consequências. A escolha desse título atrai leitores mais curiosos que, ao se deparar com as chatices da economia agrícola, logo partem para outro assunto menos pantanoso, quer pela imprecisão intrínseca ao método de análise empregado nessa ciência, quer pela sua incapacidade de imaginar um futuro plausível para os fenômenos que, por pressuposto, busca elucidar. Portanto, meu leitor ou minha leitora, vá com calma e não exagere.
Qualidade é um dos assuntos mais instigantes do agronegócio brasileiro. A todo o momento ouvimos especialistas de mercado dizendo que a qualidade é a chave para o futuro ou que somente sobreviverão no mercado aqueles que investirem em qualidade. Eles estão certos. Porém, não basta fazer qualidade, é preciso desenvolver os canais de comercialização adequados para vender qualidade por um preço remunerador.
Talvez, uma das mais relevantes dificuldades para que os produtores rurais delineiem estratégias comerciais exitosas é a falta de hábito em monitorar seus custos de produção. Ao deixar de contabilizar adequadamente seus custos, torna-se praticamente impossível aferir se os resultados obtidos são ou não economicamente satisfatórios após concluída a comercialização.
Os agentes do agronegócio café no Brasil esperam que um dia esse mercado espelhe tudo o que já é realidade em âmbito do vinho. Entretanto, nos encontramos distantes da Terra Prometida. O desprezo empresarial por regras de conduta comercial ainda predomina e aqueles que persistem em trabalhar com seriedade nesse mercado vivem sob permanente desconsolo.
Nesta semana, Celso Oliveira, meteorologista da Somar, responde às consultas enviadas por e-mail pelos usuários Antonio Carlos Prado Bartholomei e Joe Crescenzi, produtores de café, respectivamente de Jacutinga e Itaipé, em Minas Gerais e pelo Engenheiro Agrônomo João Marcelo Vieira Alves, do Ministério da Agricultura de Vitória da Conquista, Bahia.