Produção de café no México cai em 60%
Ferrugem do café provocou abandono de 10% dos cafezais, por cerca de 180 mil produtores, em Chiapas, estimou o porta-voz da Aliança Nacional de Organizações Agropecuárias e Cafeeiras.
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Ferrugem do café provocou abandono de 10% dos cafezais, por cerca de 180 mil produtores, em Chiapas, estimou o porta-voz da Aliança Nacional de Organizações Agropecuárias e Cafeeiras.
A expectativa de uma colheita volumosa de café no Brasil está pesando nas cotações da commodity na Bolsa de Nova York. Os contratos do produto para entrega em julho fecharam ontem em baixa de 0,33%, a 149,55 centavos de dólar por libra-peso. Analistas preveem que a safra do Brasil, maior fornecedor mundial de café, alcançará 60 milhões de sacas, ampliando a oferta global.
A evolução da colheita de café no Brasil, maior produtor mundial, começa a pesar nas cotações internacionais da commodity. Com a oferta crescente, produtores intensificam as vendas, aproveitando a recente desvalorização do real ante o dólar, que torna o produto nacional mais barato no exterior.
Os preços do café arábica encerraram essa segunda-feira (23) em queda nos mercados futuros e físico. Em Nova York, os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 183,25 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 180 pontos. Investidores realizaram lucros e produtores aproveitaram o aumento dos preços para vender o grão no mercado futuro. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 325,23, com desvalorização de 0,87%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Interrompendo uma sequência de três altas consecutivas, o dólar comercial fechou esta quinta-feira (29) com forte queda de 1,48%, sendo cotado na venda a R$ 1,731. Na bolsa de Nova York, os contratos do grão arábica com vencimento em março encerraram o dia cotados a US$ 1,3975 por libra-peso, com alta de 220 pontos. A BM&FBovespa acompanhou a movimentação e os contratos de café também fecharam em alta. O preço no mercado doméstico teve alta de R$ 3,51, ficando em R$ 263,53.
Os grandes compradores de café não estão com pressa de comprar, segundo relata mídia norte-americana. Estoques globais de café arábica estariam em seu nível mais alto em mais de 2 anos. Juntam-se a isto os argumentos de que a demanda de café estaria abrandando devido à crise na Europa. Com este cenário, cafeicultores brasileiros estão segurando parte da colheita a fim de valorizar suas produções
O presidente da Comissão Nacional de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita, esteve em Ivinhema no dia 12 de junho, para falar sobre as tendências do mercado para a cafeicultura. Hoje, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, o maior exportador e também tem o segundo maior consumo deste grão. "O governo Federal não tem um estoque estratégico do grão, se houver um intempérie, podemos ficar sem o produto no país", apontou Mesquita.