Colômbia publica plano de melhoria da cafeicultura e US$ 9 milhões em fundos
O roteiro de 73 páginas descreve a posição de destaque da Colômbia como o terceiro maior produtor de café do mundo
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O roteiro de 73 páginas descreve a posição de destaque da Colômbia como o terceiro maior produtor de café do mundo
Segundo Marcelo Fraga, mercado interno segue firme, com os compradores procurando por lotes para cobrir suas necessidades de curto/médio prazo
Fazendo uma rápida retrospectiva, desde dia 15 de julho de 2020 até agora, o café saiu da mínima de 98,95 centavos de dólar por libra-peso para a máxima de 135,45 centavos de dólar por libra-peso na última sexta-feira
Propomos lançar luz sobre os principais agentes causadores da volatilidade: os famigerados fundos que investem nos contratos de café da bolsa.
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Marcelo Fraga pontua itens necessários de atenção como o desenvolvimento da safra brasileira, recuperação das lavouras, lockdown, taxa de câmbio
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Rodrigo Costa analisa como fica o mercado com o aumento das cotações do café na última semana
A movimentação dos fundos no mercado de café fez os preços subirem ontem na Bolsa de Nova York. O contrato do produto com entrega em dezembro avançou 6,50%, fechando a 173,65 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, os fundos de investimento detinham um grande saldo de posições vendidas - o maior desde 2007, segundo o banco Commerzbank.
Os grandes fundos de investimento intensificaram os sinais de cautela em relação às commodities agrícolas. Dados divulgados na sexta-feira pela Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) dos EUA mostram que os fundos liquidaram contratos de compra, papéis com os quais apostam na alta dos preços, em praticamente todos os produtos da cesta entre os dias 21 e 28 de junho.
Fundos internacionais de peso têm adotado estratégia cada vez mais agressiva de investir na aquisição de terras no Brasil. Dedicados inicialmente a comprar fazendas em países africanos, asiáticos e do Leste Europeu, fundos de investimentos de bancos, empresas e trabalhadores aproveitaram a ressaca da crise financeira global para reforçar a aposta na produção de alimentos em terras brasileiras.
Os mercados de commodities, de maneira geral, tiveram fortes quedas na semana passada. A pressão veio da divulgação de indicadores negativos em relação à economia da China, que motivou liquidações de posições e vendas especulativas na semana. Em relação às demais commodities, o café até resistiu bem, mas, na última quinta-feira (22), fortes vendas de fundos levaram o mercado a negociar o contrato maio/12, na Bolsa de Nova York, abaixo de US$ 1,80, o que acionou liquidação de posições e novas vendas, levando a posição a perdas ainda mais fortes. Apesar de uma leve recuperação nesta sexta-feira (23), o referido contrato encerrou a semana cotado a US$ 1,7875, com queda de 1,43%.
Nos últimos meses, os preços do café recuaram em função de apostas de uma safra recorde no Brasil, além de uma pressão de vendas por parte dos produtores, dizem analistas. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, diz que os fundos que atuam nesse mercado estão esquecendo as variações climáticas, como a seca em março e abril que pode refletir em menor produção e menor renda. Segundo ele, "pode ser um susto no mercado".
O contrato para entrega em março avançou 3,86%, fechando a 154,85 centavos de dólar por libra-peso. Segundo relatório do banco Rabobank, os preços do café arábica devem subir em 2013 com suporte do aumento da demanda e de compras para recompor estoques.
As autoridades que representam o setor cafeeiro de Honduras estão se preparando para cobrir a demanda de secagem de café na colheita de 2012-13; com esse fim, preparam um programa agressivo para favorecer os pequenos produtores.
A cada dia que passa, estamos presenciando as atuações, cada vez mais ousadas, de um "polêmico grupo de investidores", no mercado bursátil mundial - os gestores dos grandes fundos de hedge internacional - que "passeiam" pelos mercados mundiais em busca de melhores opções de investimentos.
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Com estoques historicamente baixos no Brasil e no exterior, colheita em andamento e forte pressão de fundos especulativos, contratos futuros recuam nas bolsas e incerteza marca o início do ciclo 2025/26
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Atualmente os fundos de investimento detêm praticamente 15% do mercado mundial de café, com cerca de 56 mil contratos comprados. Este volume equivale a 16,4 milhões de sacas e pode significar grande alta ou baixa nos preços da commodity. Eles estão migrando de ativos financeiros para os ativos reais, inclusive o café. "Os bancos estão baixando cada vez mais os juros por causa da crise financeira dos Estados Unidos, e com isso esses fundos irão entrar no mercado de commodities", avalia Sérgio Carvalhaes, sócio do Escritório Carvalhaes. "Talvez esse interesse dos fundos vá levar o café a um novo patamar de preço mundial". Ele explica que, à medida que os juros caem no mercado internacional e o mundo está extremamente líquido em dinheiro, esses investidores começam a desviar atenção para mercadorias.
A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders, com dados até 16 de agosto para o café na Ice Futures US. O levantamento mostrou que os grandes fundos e grandes especuladores apresentavam uma posição líquida comprada (long) de 7.043 contratos, com queda contra os 7.597 contratos comprados na semana anterior.
O café se juntou ao trigo e agora são as duas únicas commodities em que os especuladores têm posição líquida de venda, ou aposta na queda dos preços, de acordo com pesquisa do banco britânico Standard Chartered.