03/04/2008
Café: o confronto entre dois mundos
A profunda divergência entre produtores e todo o restante do agronegócio (torrefadores/solubilizadores e exportadores) em torno do drawback café continua sem uma solução em vista. Estudos foram elaborados, debates promovidos e o tema permanece sem adequado tratamento. Impregnou-se no meio rural a idéia de que trazer café verde do exterior para processá-lo internamente visando à reexportação, geraria concorrência com a oferta doméstica contribuindo para a queda de suas cotações. Nada mais falso. É sabido que cada 10.000 sacas de café verde desviadas da exportação para o processamento industrial com foco na exportação, tem condições de gerar 88 novos postos de trabalho. Ora, para um país que se gaba de exportar 26 a 28 milhões de sacas de café verde in natura, poderia, igualmente, vangloriar-se do feito em incrementar em 1 milhão de sacas nas exportações de solúvel e torrado e moído com geração de 10 mil novos empregos a partir da adoção do drawback.