Epidemia de ferrugem causa prejuízos de mais de US$ 1 bilhão
Produtores da América Central são atingidos e EUA intensificam luta contra fungo do café
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Produtores da América Central são atingidos e EUA intensificam luta contra fungo do café
O diretor de projetos sobre ferrugem do World Coffee Research elencou atividades para combater problema durante a Cumbre de Roya, na Guatemala.
Com a proibição do Endosulfan, cafeicultores buscam alternativas para controlar a praga.
A plataforma advertiria sobre a existência de condições ambientais propícias para o desenvolvimento de uma epidemia fitossanitária que poderia afetar seus cafezais.
A solução está claramente além do produtor e provavelmente além do setor cafeeiro em si. Por Carlos Henrique Jorge Brando, da P&A Marketing.
Produtores estão migrando para outros setores por conta dos elevados custos de produção.
Devido à ferrugem, o país está importando cerca de 70% da demanda de café para consumo doméstico.
Produção deve retomar os níveis de antes do surto de ferrugem.
Procafé alerta para que produtores realizem a pulverização, caso percebam a presença de praga.
Metade dos cafezais localizados a mais de 1.400 metros acima do nível do mar da Costa Rica está afetada pelo fungo chamado de olho de galo (<i>Mycena citricolor</i>), segundo informaram fontes oficiais. O olho de galo produz uma grave desfolha - a planta perde 100% das folhas - afeta o grão, o que leva a uma redução no rendimento, com efeito direto na qualidade da bebida de café.
A epidemia que afeta a região foi o pior vista desde quando a doença surgiu pela primeira vez na América Central, em 1976. A perda total, nos cinco países, é de 2.700 milhões sacas. Robério Silva, diretor executivo da OIC. "O produtor está desolado, ele olha para o cafezal quase em prantos. Só falta fazer lenha com os galhos do café", comparou.
Último relatório mensal da OIC destaca a estabilização dos preços, em patamares muito baixos aos arábicas e a crise da produção cafeeira na América Central devido aos ataques da ferrugem, o que vem acarretando sérias consequências econômicas e sociais para a região. Em relação ao Brasil, apenas alerta sobre maior produção, que auxilia na oferta após vácuo originado dos países produtores centro-americanos.
A ferrugem do cafeeiro devastou a produção de café de regiões produtoras de café da América Central neste ano, afetando a subsistência de mais de dois milhões de pessoas e causando prejuízos graves aos cafeicultores.
Os mercados de futuro do café fecharam em forte baixa, na segunda-feira passada (27/04), acompanhando a queda generalizada dos demais mercados e dos principais índices de commodities. Na ICE Futures US, em Nova Iorque, principal termômetro dos negócios de café, o contrato mais negociado, com vencimento em julho próximo, encerrou o pregão a 114,90 cents/lb, caindo 410 pontos (3,4%).
Afetada pela crise e pelo impacto nos hábitos do consumidor, a rede de cafeterias Starbucks, a maior do mundo, fechou o segundo trimestre fiscal com lucro líquido de US$ 25 milhões, 77% menor do que o apurado um ano antes. O ganho por ação ficou em US$ 0,03. No mesmo intervalo do ano passado, a empresa havia reportado lucro líquido de US$ 108,7 milhões, ou US$ 0,12 por ação.
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