Mercado não reflete condições adversas para desenvolvimento da safra
Cotações do arábica acumulam queda em janeiro e CNC avalia que pressão baixista pode ser considerada descolada da realidade produtiva do campo.
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Cotações do arábica acumulam queda em janeiro e CNC avalia que pressão baixista pode ser considerada descolada da realidade produtiva do campo.
Sem refletir os fundamentos, cotações internacionais do café voltam a cair diante do dólar fortalecido, avalia CNC.
Enquanto nas duas primeiras semanas de janeiro o mercado atuou em alta para a média das cotações em aberto, nas duas últimas houve reversão com queda no valor dos contratos. Entenda esses movimentos no artigo de Celso Vegro, do Instituto de Economia Agrícola.
Esgrimir os dogmas pertence ao ofício do autêntico cientista. Discutir, portanto, a legitimidade da condição inelástica da demanda do café é um assunto por excelência, especialmente, por se tratar de uma caríssima premissa para os pseudoconhecedores desse mercado. A contração observada no mercado de trabalho em escala sem precedente traduzir-se-á em um encolhimento monumental da renda. Sim, há o reconhecimento generalizado de que o consumo de café sofrerá impactos da crise econômica.
Os lepidópteros são pragas bem conhecidas pelos agricultores. Entre os cafeicultores o <i>Leucoptera coffeella</i> (bicho mineiro) é a mariposa que mais dilapida as colheitas brasileiras de norte a sul. Assim, ter os lepidópteros como título do artigo de conjuntura do mercado de café algo perfeitamente plausível.
A atual safra de café deverá ser encerrada como uma das maiores dos últimos anos na região e se igualar à produção de 2006, quando houve o recorde da década. Números da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), da microrregião de Franca e de Minas Gerais, apontam que a safra atual deve ser finalizada com a produção de 1,5 milhão de sacas de 60 kg. O número iguala a produção de 2006 e é 50% maior que a safra do ano passado.
Há que se reconhecer que nos últimos 20 anos a cafeicultura brasileira se reinventou. Inquestionável tornou-se a irrevogabilidade da mecanização da colheita do café no Brasil. Todavia, um elemento tem deixado de ser contabilizado dentro dessa inexorável trajetória: o aumento das perdas.
O resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola é uma prova de que as demandas do setor produtivo ao governo têm procedência, na avaliação da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "Isso é para o governo ver que nosso choro não é de birra, é um choro chorado", afirmou.
Os agricultores de Minas Gerais já podem recorrer à linha de crédito de R$ 6,5 bilhões, definida pelo Banco do Brasil para cobrir o custeio, investimento e comercialização da safra 2009/10. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, durante assinatura de acordo de cooperação técnica entre o Governo de Minas e o banco.
Conforme levantamento do Banco Central, os impactos da crise internacional foram diferentes nas cinco regiões brasileiras, sendo que as regiões Sul e Sudeste foram as mais prejudicadas por conta do menor peso do setor público em suas economias e a maior dependência da indústria em relação à demanda externa.
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No curto prazo, uma conjunção de fatores, como a ação de especuladores nos mercados futuros, o encolhimento constante dos estoques e o aumento do consumo faz com que os preços internacionais do café se mantenham em um nível aceitável, mas desafios como o aumento da inflação e a concorrência com outros produtos ou com a própria falta de informação ainda devem ser enfrentados.
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