Simpósio discute produção mecanizada e tecnologias para a lavoura
Pesquisadores, professores universitários, técnicos, estudantes e cafeicultores participarão de debates sobre manejo e mecanização da lavoura e pós-colheita.
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Pesquisadores, professores universitários, técnicos, estudantes e cafeicultores participarão de debates sobre manejo e mecanização da lavoura e pós-colheita.
Na cidade de Ouro Preto do Oeste (Rondônia), serão realizados treinamento e dia de campo para promover melhoria da produção de café no Estado.
Evento ocorre em Manhuaçu/MG até sexta-feira (22/03) e conta com participação de instituições do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Com foco no mercado, na comercialização e na valorização do café, as atividades desta edição do Simpósio sobre Cafeicultura de Montanha vão discutir medidas que possam contribuir para a exportação do café das matas de Minas.
Tecnologias do Consórcio Pesquisa Café desenvolvidas para melhorar a qualidade do café produzido pela agricultura familiar foram apresentadas na 83ª Semana do Fazendeiro, em Viçosa (MG), semana passada. A ação faz parte do projeto de transferência de tecnologia executado pelas instituições consorciadas: Embrapa Café, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). O projeto de TT levou ao produtor novidades e inovações para otimizar a produção, com custos acessíveis, nas lavouras cafeeiras. A Semana do Fazendeiro, promovida pela UFV, é o mais antigo evento voltado para atividades extensionistas no país.
Além das condições naturais, a utilização de tecnologia de produção desenvolvida para as regiões e a profissionalização do produtor resulta na produção de café de alta qualidade. São cafés que atendem aos mais exigentes mercados do mundo, sendo exportados para mais de 60 países. Adotar a certificação de origem e qualidade significa implantar uma linguagem universal para comunicação com todos os consumidores. Criam-se, portanto, possibilidades de ampliação das áreas de consumo, bem como da identificação das preferências e exigências atuais dos consumidores.
Publicação é gratuita. Cafeicultura na região das Matas de Minas é predominantemente de base familiar
Pesquisa realizada pela Embrapa explica como funciona este processo
Consórcio Pesquisa Café promove um Dia do Campo em Lajinha, Minas Gerais. O evento ocorre dia 7 de maio, quarta-feira, e a programação faz parte de atividade previstas nos projetos "Transferência de tecnologias para a melhoria da qualidade do café produzido pela agricultura familiar", que tem recursos da Embrapa, e "Capacitação em pós-colheita de café como prática de sustentabilidade", que tem apoio financeiro do Consórcio Pesquisa Café.
O cuidado dispensado durante toda a fase de pós-colheita do café é um dos grandes diferenciais para a obtenção de um produto de qualidade. E, nesse processo, a forma de lavagem dos grãos e de uso e reúso da água vai influenciar também na sustentabilidade da produção e do meio ambiente.
"Produção de Café Cereja Descascado - Equipamentos e Custo de Processamento" é o tema do Comunicado Técnico nº 4 lançado pela Embrapa Café, coordenadora do programa de pesquisa do Consórcio Pesquisa Café. O Comunicado Técnico apresenta as vantagens do emprego de equipamentos e tecnologias necessárias à produção do café cereja descascado, tais como máquinas de pré-limpeza, lavadores, descascadores, Sistema de Limpeza da Água Residuária - SLAR, secagem/armazenagem, entre outros.
A água utilizada para lavar o café colhido nas propriedades mineiras pode ser reaproveitada e ainda servir para a irrigação do próprio cafezal e de outras culturas. O líquido resultante da lavagem contém diversos elementos importantes para o desenvolvimento das plantas, e sua utilização substitui em parte a compra de adubo importado. Os produtores poderão ter acesso a esses benefícios por meio de um sistema que está sendo desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
O desafio é encontrar soluções tecnológicas que aliem baixo custo de implantação com eficiência no tratamento e reutilização dos resíduos sólidos e líquidos, decorrente do processamento do café. Sammy Fernandes Soares, pesquisador da Embrapa Café/Epamig, salienta que o mais importante é minimizar a quantidade de água gerada no processamento, além de não desperdiçá-la, visto que contém nutrientes que podem ser aproveitados pelas plantas.
A produção de café cereja descascado não significa, simplesmente, produzir um café de qualidade, mas sim, produzir um café de qualidade com menor custo. Pelos custos de implantação e facilidade de construção, as tecnologias (terreiro híbrido, leiras ventiladas e secagem em silos) têm grande potencial de aplicação na cafeicultura familiar. A não utilização da secagem em silos para o café natural se deve a inviabilidade econômica. Estaríamos utilizando energia elétrica para a secagem da palha e aumentando o número de silos para comportar o grande volume de café natural. Após secagem, os volumes necessários de café natural (coco) e de cereja descascado para gerar um saco de café beneficiado são, respectivamente, 296 e 180 litros.
A Embrapa Café busca mais qualidade e eficiência na produção do café conilon pesquisando uma tecnologia que alia poda, colheita e secagem em uma mesma operação. Segundo o professor Juarez de Souza e Silva, da Universidade Federal de Viçosa, na próxima safra muitos produtores deverão experimentar a tecnologia, com redução de custos e de riscos de fermentação, que deterioram a qualidade do produto.