Brasil: mercado interno do café arábica segue com negócios lentos
Produtores estão descontentes com os atuais patamares de preço.
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Produtores estão descontentes com os atuais patamares de preço.
"Os "interesses da economia" no interior da União Europeia são complexos. Diante de preferências conflitantes, grupos bem organizados costumam levar vantagem e impor sua visão de mundo". Por Bruno Varella Miranda, mestre em Administração pela USP e doutorando em Economia Agrícola pela Universidade de Missouri - Columbia.
Falta de chuvas combinada com altas temperaturas, poderiam paralisar o desenvolvimento da ferrugem. No entanto, outras condições favoráveis à doença prevaleceram. Por José Braz Matiello, Saulo.R de Almeida e Rodrigo N. Paiva, engenheiros agrônomos da Fundação Procafé e Sálvio Gonçalves, engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura.
Nem tudo que parece é. Vale esse dito popular quando se trata de diagnosticar problemas que aparecem nas lavouras de café.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) não votou a liberação de 390 milhões de reais para auxiliar produtores de café, como era aguardado para esta sexta-feira (28/06), mas o Ministério da Agricultura afirma que os recursos estão garantidos. Uma portaria interministerial tratando do assunto ainda está sendo redigida, disse o secretário de Produção e Agroenergia do ministério, João Lages.
De que maneira os direitos de propriedade sobre a terra afetam o investimento e a produtividade na agricultura? Saiba mais sobre esses direitos nesse artigo!
A frutificação aparece em plantas decotadas e mais em certas variedades.
O Vietnã, que já é o maior produtor mundial de café robusta, planeja expandir sua área plantada de arábica com o objetivo de dobrar sua produção de grãos de qualidade superior para 96.000 toneladas até 2020, apesar de oficiais da indústria dizerem que a produção poderia ser ainda maior.
As exportações de café do Vietnã devem cair 13% no próximo ano devido a uma produção menor e ao aumento do consumo doméstico, o que pode elevar os preços locais, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Associação de Cacau e Café do Vietnã (Vicofa, na sigla em inglês), Luong Van Tu. A colheita da atual safra, que começou em outubro do ano passado e já foi concluída, alcançou 18,3 milhões de sacas de 60kg. Enquanto isso, o consumo deve alcançar 1,7 milhão de sacas em 2012. No último mês, os preços locais do robusta atingiram os maiores níveis do ano até agora, a 43.800 dong (cerca de US$ 2) por quilo.
Vivemos hoje um cenário de expansão das relações comerciais com todo o mundo e para que os produtos nacionais possam ter poder de competição nesse mercado globalizado é preciso que o país tenha uma política para mercado externo bem desenvolvida, para defender seus interesses nas discussões sobre as regras no mercado internacional. Hoje é mais fácil mensurar as barreiras tarifárias impostas aos produtos brasileiros, mas o mesmo não pode ser dito sobre os vários tipos de barreiras não tarifarias como: restrições ambientais, sociais, sanitárias e padrões de qualidade.
Notícias publicadas no CaféPoint mostram que o Governo Federal estuda permitir o <i>drawback</i>, atendendo a um pedido da indústria de café solúvel. E que a resistência do segmento produtor é enorme, o que influenciou decisão recente da Câmara de Comércio Exterior (Camex), no sentido de postergar um direcionamento nesse sentido. Embora seja improvável uma mudança em tal orientação no curto prazo, seguem as demandas da indústria, os temores dos produtores e a incerteza para toda a cafeicultura nacional.
Em entrevista ao Estadão no mês passado, um conhecido cientista político afirmou que, entre outros setores, "o capitalismo agrário foi para dentro do governo", ou seja, não faz oposição ao governo Lula. Melhor dito: não tem agenda própria. É uma afirmação que a mim incita discussão e merece análise mais detalhada, não somente do seu significado, mas também das suas implicações, caso ela esteja correta. Afinal, o "capitalismo agrário" brasileiro dança apenas a música do governo?
Depois de duas semanas de ataques a cinco colegas de governo, de críticas a ruralistas e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, avaliou na tarde de ontem (4) que continuará no cargo. "Estou firme, firmíssimo; tremei poluidores", afirmou ele, após audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Horas antes, ele havia dito que sentia todo dia "o pescocinho na mira". "Querem tirar uma picanha do Carlinhos", ironizou o ministro.
O México está enfrentando aquela que poderia ser a pior colheita de café em quase 20 anos. As chuvas fora de época e o clima frio resultaram em uma colheita que está amadurecendo a um ritmo irregular. Essas irregularidades na colheita do café são exacerbadas por uma escassez de mão-de-obra nas fazendas onde os trabalhadores, pagos por balde, não têm encontrado grãos de café suficientes para colher de forma a valer seu tempo.
A China está enfrentando uma grande pressão para garantir seu fornecimento de alimentos nos próximos cinco anos, devido a uma aceleração da demanda doméstica, disse um alto funcionário, citado pela mídia local, no sábado. Para atender à demanda crescente, Chen disse que o governo tentará aumentar a oferta de alimentos, através de medidas políticas, incluindo maiores investimentos e subsídios para as atividades agrícolas.
O MST foi criado em 1984, em pleno processo de redemocratização do País, por iniciativa de sindicatos de trabalhadores rurais, organizações sociais voltadas para os problemas do campo e, especialmente, a Comissão Pastoral da Terra. Mas o sectarismo ideológico acabou transformando os assentamentos rurais que o MST controla em todo o País, todos fortemente dependentes de financiamento governamental, numa tentativa anacrônica de preservar uma estrutura de produção de subsistência.
A presidente eleita Dilma Rousseff disse ontem (03) que pretende rever o Índice de Produtividade Rural e ressalvou, no entanto, que a decisão será de ordem técnica, com base em um estudo encomendado à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "No nosso governo, o presidente Lula pediu para a Embrapa fazer uma avaliação e definir o que a Embrapa considerava tecnicamente correto. Vou avaliar esses dados", disse Dilma.
O CaféPoint realizou uma enquete para saber dos produtores de café brasileiros quais as maiores dificuldades encontradas hoje na atividade cafeeira. Diante dificuldades como perda de qualidade dos grãos, adversidades de tempo, dificuldade de comercialização, entre outros, o que mais preocupa os produtores é a falta de capitalização, vinda de muitos anos com a venda de café pelos mesmos níveis de preços, impedindo-os de se desenvolverem e investirem em suas lavouras.
Os preços do café arábica encerraram essa sexta-feira (25) em alta no mercado futuro. A variação na semana acumulou valorização de 5,04% para setembro/10 em Nova York. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica acumulou alta foi de 1,96% na semana, fechando a R$ 315,60.
Nos últimos dias, texto defendendo a independência do Rio de Janeiro vem circulando pela Internet. Assinado pelo "Movimento Rio Independente", argumenta, com base em uma série de informações e muita ironia, que a soberania seria a solução para o impasse dos royalties do petróleo. Parafraseando a pergunta que norteia o artigo, por que limitar as reclamações aos 52,5% dos royalties que querem tirar do Rio? Não seria melhor lutar pelos 100%?
O colaborador do CaféPoint Bruno Miranda, pesquisador do PENSA, respondeu aos comentários dos leitores em relação ao artigo "O solo no Brasil e seu (mau) uso". Ele afirma que estamos longe de uma opção adequada, capaz de responder ao desafio de garantir uma recompensa aos agricultores por seus esforços de conservação. Acesse e leia a carta na íntegra.
Com o fim de mais um ano, é chegado o momento das inevitáveis reflexões. Do ponto de vista dessa coluna, 2009 foi um ano agitado, em que temas importantes foram discutidos e, fundamental, contribuições valiosas foram dadas por vocês, leitores. Convidamos todos a repassar os principais tópicos aqui discutidos desde janeiro. Aproveitaremos o exercício para consolidar algumas impressões maturadas a partir dos debates.
A certeza só vem com sete dias de antecedência, quando a confiabilidade da previsão (inclusive quantitativa) é bastante alta. Em geral, as previsões variam dependendo do modelo analisado e até mesmo do dia analisado.
A cafeicultura brasileira deve avançar no sentido de construir uma visão de longo prazo, amparada em um debate cuidadoso acerca dos objetivos a serem perseguidos pelo setor. Tal planejamento somente será possível caso conte com a participação de todos os agentes envolvidos no segmento, de forma madura e organizada. E, obviamente, com base em um reconhecimento de que a cafeicultura tem capacidade de se manter viável pelas próprias pernas.