Café arábica: preço da saca cai mais de R$20,00 em uma semana
Segundo o Cepea, a queda do grão na Bolsa de Nova York motivou o declínio dos valores.
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Segundo o Cepea, a queda do grão na Bolsa de Nova York motivou o declínio dos valores.
Os preços do produto despencaram 54% nos últimos dois anos. A queda vem sendo tão acentuada que produtores de longa data estão considerando plantar outras culturas, uma iniciativa com que os investidores estão contando para que o excesso de oferta diminua e os preços se recuperem. Confira artigo do The Wall Street Journal sobre o cenário atual da cafeicultura.
Os preços atuais do café impedem uma situação de conforto para o aumento da produção mundial, avalia o diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva. Recentemente, as cotações despencaram, assustando os produtores. Nos últimos dias, o café passou a se recuperar diante das preocupações com a qualidade da safra brasileira que chega lentamente ao mercado, afetada pelas chuvas, além da melhora do cenário geral. "Percebeu-se, em primeiro lugar, que o quadro de oferta e demanda para o café continua muito apertado", afirmou Silva.
Os preços atuais do café impedem uma situação de conforto para o aumento da produção mundial, avalia o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), o brasileiro Robério Silva. Recentemente, as cotações despencaram, assustando os produtores.
O mercado cafeeiro finalizou as operações nesta ontem (09) em campo positivo. Em N.Y. a posição setembro oscilou entre a mínima de -1,35 pontos e máxima de + 6,35 fechando com + 5,90 pts. Preocupações com chuvas e o comprometimento da qualidade segue estimulando novas compras.
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Os preços do café arábica despencaram nessa terça-feira (24) nos mercados futuros e físico. Em Nova York, os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 168,45 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1.480 pontos. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 304,11, com desvalorização de 6,49%, segundo o indicador Cepea/Esalq. Mercado despencou acompanhando a queda nos mercados de commodities, após divulgação de dados negativos da economia norte-americana, além de ser puxado também pelo grande número de vendas por parte de fundos.
Estoques de arábica monitorados pela Bolsa de Nova York despencaram 24% em 24 de outubro do ano passado em relação à sua maior alta de quase quatro anos. Os preços subiram 26% desde então. Os volumes do produto estocados nos armazéns de Nova York, Houston, Nova Orleans, Miami, Barcelona, Hamburgo e Antuérpia deverão cair para 3,5 milhões de sacas antes da entrada da nova safra, e os preços poderão saltar 8,5%, para US$ 1,485/lb.
Se agosto foi muito positivo no mercado internacional do café, setembro foi o oposto total. A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), balizadora da commoditie no mundo para o arábica, devolveu todos os ganhos de agosto e caiu aos patamares mais baixos em oito meses, ou desde o final de janeiro.
A ICE vai anular operações lançadas a preços US$ 0,05 por libra-peso (500 pontos) abaixo ou acima do "preço de equilíbrio" na sequência de fortes oscilações de preços dos contratos futuros. Antes, essa banda era de US$ 0,39 cents por libra-peso (390 pontos).
O governo brasileiro poderá comprar até 3 milhões de sacas de café a preços superiores aos vigentes no mercado, segundo informou o secretário da Produção Agrícola, Manoel Bertone. O objetivo da operação será de ampliar os estoques domésticos para reduzir a disponibilidade do produto num ano em que a produção brasileira deverá cair até 20%, pelo efeito da bienualidade própria da lavoura de café.
O cenário favorável apontado pelos números de receita e volume das exportações de café em novembro faz parte do passado para quem atua no segmento. No mercado de café, durante a primeira semana de dezembro, as cotações na Bolsa de Nova York caíram todos os dias. Em uma semana, os contratos para entrega em março de 2009 despencaram 1.015 pontos ou US$ 13,43 (R$ 33,84) por saca, fechando em US$ 103,20.
A semana mais curta de negócios por conta do feriado da Sexta-Feira Santa no Brasil e nas bolsas não foi nada positiva para o café. Os preços despencaram para o arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) e caíram também para o robusta em Londres (LIFFE). No Brasil, dia travado nas negociações no mercado físico com queda também nas cotações nominalmente.
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Estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea-USP) aponta que o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 7,89%, em 2007. O desempenho se deve especialmente ao segmento primário, que cresceu 12,18% no ano, acompanhado pelos insumos, cujo índice chegou a 12,99%. Os segmentos agroindustriais e de distribuição também cresceram 4,3% e 6,8%, respectivamente, em 2007, mas ficaram atrás do primário. "O desempenho relativamente baixo da indústria se deve à queda no ramo açucareiro, cujos preços despencaram 35% entre 2006 e 2007", explicou o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta Ferreira. Mesmo assim, o desempenho das indústrias de processamento de grãos, café, abate de animais e etanol garantiu o crescimento de 4,3% da agroindústria.
De acordo com o Cecafé, receita cambial ficou em mais de US$5,6 bilhões nas embarcações.
Os preços do café, que registraram patamares mínimos em 2013, devem continuar sem sustentação este ano em decorrência da oferta abundante, segundo analistas e representantes do setor.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), discutiu, nesta quarta-feira (13/11), em audiência com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB/MG), medidas de apoio ao setor. O governo deve anunciar ajuda para atenuar o impacto da queda de preços do café na renda dos cafeicultores. Casagrande disse à Agência Estado, que a situação é preocupante, pois o café responde por 40% da renda dos produtores rurais capixabas.
Os números do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Paraná (Deral/Seab) apontam que o custo de produção da saca de café no Estado é de R$ 383, enquanto a comercialização - quando analisado um produto de qualidade - gira em torno de R$ 270. A situação, recorrente nos últimos anos, está fazendo a cultura sucumbir gradativamente em território paranaense.
O panorama do mercado cafeeiro piorou bastante nos últimos dois anos, preocupando os produtores às vésperas do início da colheita de mais uma safra. "Podemos dizer que, hoje, a maioria dos nossos produtores está trabalhando com prejuízo. Os que conseguem rendimento superior a 30 sacas (produtividade) foram um nicho de mercado muito selecionado e restrito", destaca coordenador técnico da Emater-MG.
Os diferenciais de preços para os cafés brasileiros foram mais uma vez reforçados no mercado da Europa na última semana, em parte devido à falta de ofertas de vendas do maior produtor mundial, uma vez que as perspectivas da safra do país ainda não estão claras, disseram comerciantes na última sexta-feira.