Qual o custo das reformas a qualquer custo?
Brasil pode chegar a 2018 dividido entre uma volta ao passado e um salto no escuro.
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Brasil pode chegar a 2018 dividido entre uma volta ao passado e um salto no escuro.
Quem nunca criticou o Mercosul? Bruno Miranda se arrisca a fazer o contrário, ou seja: defender a necessidade de que o Brasil valorize a história e o relacionamento com os seus vizinhos. Mais especificamente, o autor argumenta que i) uma boa relação com os sócios na América do Sul não exclui necessariamente a possibilidade de acordos com outros países; ii) muitas vezes, a conveniência de tais tratados bilaterais é exagerada, não considerando possíveis percalços ou a resistência de setores protecionistas.
O presidente da Colômbia, Juan Manual Santos, estimulou os cafeicultores do país a voltar a produzir 11 ou 12 milhões de sacas de 60 quilos por ano. "Nosso objetivo como Governo, com todas essas medidas que beneficiam o café e as famílias produtoras, é regressar aos níveis de produção à ordem de 11 ou 12 milhões de sacas por ano em um futuro próximo".
Nossos últimos dois artigos discutiram a questão do <i>drawback</i> e sua conveniência para a sociedade brasileira. Prática voltada a garantir uma melhor inserção das empresas no mercado internacional, já faz parte do cotidiano de diversos setores econômicos da nação e, no caso do café, é usado por muitos concorrentes. Antes de partir para um novo tema, porém, gostaríamos de apresentar alguns números que demonstram de forma sintética a urgência de uma ação.
Há inúmeros assuntos mais importantes para ocupar nossa atenção do que a quantidade de café robusta usada pela indústria. A própria relação entre a indústria e os cafeicultores oferece pontos mais interessantes a serem discutidos, e que poderiam assegurar ganhos concretos a todos. Infelizmente, não será o embate entre os elos da cadeia ou o estabelecimento de um rótulo o que responderá aos anseios de milhões de cafeicultores nos dias atuais.
Porque os consumidores não conhecem os cafés do Equador
Bruno Varella traz uma reflexão sobre o desafio do futuro da agricultura e alimentar 10 bilhões de pessoas em 2050
Bruno Varella questiona o modo simplista de definir as vacinas contra a Covid-19 e faz um paralelo com o mundo do café, entre países produtores e consumidores
Bruno Varella analisa como será o cenário pós-pandemia
Bruno Varella comenta sobre as tecnologias existentes, a dúvida é os consumidores do futuro serão capazes de lidar com o número crescente de informações disponíveis?
O uso dos agrotóxicos, por gerar possíveis efeitos colaterais, deveria ter o uso limitado ao mínimo possível
A extinção da Renca vai contra os interesses de milhões de produtores rurais.
Impossível falar de outro assunto. O resultado do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) dará muito o que falar. Por Bruno Varella Miranda, mestre em Administração pela USP e doutorando em Economia Agrícola pela Universidade de Missouri - Columbia.
A agricultura, por suas características, é das atividades que mais sofre com a incerteza climática. Alguma margem de dúvida sempre haverá, mas a percepção é a de que, com o passar dos anos, tem ficado mais difícil lidar com a questão. Por se tratar de um fenômeno complexo, a mensuração dos efeitos é desafiadora: pesquisas recentes, porém, mostram que, aos poucos, produtores de diferentes partes do mundo têm notado os efeitos negativos do clima sobre a produtividade de seus cafezais.
Em artigo publicado recentemente na Folha de São Paulo, Marcelo Vieira e Luiz Suplicy Hafers argumentam que estamos assistindo ao fim de um ciclo. Mais especificamente, ponderam os autores que a cafeicultura, o principal motor da economia brasileira durante décadas, vem sucumbindo frente a mudanças estruturais aqui ocorridas, que encarecem a mão-de-obra e tornam difícil a competição no mercado internacional. O resultado: endividamento crescente do setor.
O ano mal começou e tristes eventos nos obrigam a refletir acerca de um problema nacional bastante antigo. As chuvas torrenciais no Sudeste brasileiro, e as cenas de destruição vêm chamando a atenção de todos nos últimos dias. Em meio a uma sucessão de histórias dramáticas, é impossível não se perguntar: por que a impressão é a de que esse tipo de evento está acontecendo com frequência cada vez maior?
Assunto extensamente debatido, a rotulagem do café não deixa de oferecer novos aspectos a serem abordados. Nesse texto, procuraremos nos abstrair da proposta em si, ou dos interesses de cada um dos agentes envolvidos, em busca de um olhar mais amplo acerca do tema. Para tanto, partiremos da hipótese geradora de toda a discussão, algo que já oferece polêmica suficiente para essa conversa.
Por volta de 1720, os governadores do Grão-Pará e Maranhão ficam sabendo de uma planta que estava sendo cultivada na Guiana e que era muito valorizada lá fora. Encaminham então para uma missão naquelas terras o Sargento Francisco de Mello Palheta. Chegando nas Guianas, com seu jeito galanteador logo faz amizade com a esposa do presidente, que lhe dá algumas mudas e sementes para trazer ao Brasil.
Os biocombustíveis vêm crescendo de forma espetacular nos últimos anos, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Os presidentes Bush e Lula vão se encontrar duas vezes durante o mês de março, no final desta semana em São Paulo e no dia 31, em Washington. No centro da agenda está a assinatura de um acordo histórico de cooperação em biocombustíveis.