Imprevisibilidade da safra de café deste ano? Acho que não
Professor José Donizeti Alves, da Ufla, responde às principais perguntas que a respeito da imprevisibilidade da safra de café 2015/2016.
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Professor José Donizeti Alves, da Ufla, responde às principais perguntas que a respeito da imprevisibilidade da safra de café 2015/2016.
Maike de Oliveira Pinheiro, de Malacacheta - Minas Gerais, pergunta: "Qual é previsão de precipitação para os meses de setembro, outubro e novembro em Malacacheta, nordeste mineiro? Qual influencia das águas mais aquecidas do atlântico sul para o regime de primavera? E quanto ao pacifico mais frio qual a influencia para Minas Gerais?" Confira as explicações de Celso Oliveira, da Somar Meteorologia:
As recorrentes chuvas desde a segunda quinzena de maio estão afetando a qualidade do café da safra 2013/14 em todas as principais regiões produtoras de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, de acordo com boletim da Somar Meteorologia divulgado nesta semana.
A exemplo de praticamente todo o Estado da Bahia, a tendência é de chuva abaixo da média até pelo menos meados de 2012.
As chuvas perderam força sobre todo o Espírito Santo nos últimos dias. Desde 11 de janeiro, não chove forte sobre Itaguaçu, de acordo com o banco de dados da Somar Meteorologia.
As chuvas perderam força sobre todo o Espírito Santo nos últimos dias. Desde 11 de janeiro, não chove forte sobre Nova Venécia.
Há ingredientes favoráveis ao livre avanço das massas de ar polar neste ano. Um deles é a neutralidade climática: anos neutros (sem Niño ou Niña) são mais favoráveis ao frio intenso no Brasil, como é o caso de 2009. Em segundo lugar está o fato de que há dois anos a atividade solar está em seu mínimo, o que geralmente ocorre de onze em onze anos - há uma boa correlação entre baixa atividade solar e geadas nas áreas de café do Brasil, segundo estudos americanos.
Com o cenário de enfraquecimento do fenômeno La Niña já para maio, a previsão para o período de colheita é de alguns episódios de chuva. Não teremos um outono e inverno chuvosos, mas os episódios poderão trazer transtornos às atividades de colheita. Além disso, com uma tendência de neutralidade climática para meados do ano, as ondas de frio poderão avançar livremente pelo país, favorecendo declínio acentuado da temperatura e, no mínimo, gerando muita especulação quanto às geadas.
Normalmente, o Nordeste tem um verão com chuva irregular. Ela até pode ficar acima da média em alguns anos, mas sempre é irregular.
A previsão para os próximos meses é de alternância entre períodos frios e quentes e chuvosos e secos. Para o mês de julho, por exemplo, as chuvas acontecerão por volta do dia 05, entre 10 e 12 e por volta do dia 21 de julho, sendo que esta chuva do dia 10 será a mais intensa do mês.
Apesar dos bons acumulados registrados até o momento neste mês de novembro e apesar da influência de um fenômeno La Niña, que em tese traz chuvas mais fortes que o normal ao Nordeste, a previsão até o verão é de irregularidade na distribuição das chuvas, com meses chuvosos alternados com meses mais secos.
A volta das chuva será irregular, com meses chuvosos alternados com períodos mais secos. Porém a partir do verão, as chuvas consolidam. As simulações indicam chuvas para outubro, mas mesmo assim a precipitação será mais fraca que o normal, com desvio negativo de 20% (aproximadamente 45mm). Entretanto, em novembro, a chuva ganha intensidade e poderá chover uma vez e meia a média do mês (235mm). Uma preocupação é com o mês de dezembro, quando as chuvas novamente enfraquecem e poderá precipitar apenas a metade da média do mês de dezembro (80mm).
A última simulação climática continua indicando enfraquecimento do fenômeno La Niña atual até o mês de maio, com o retorno da neutralidade a partir do próximo inverno. Com o cenário de enfraquecimento da La Niña, a previsão para o período de colheita é de alguns episódios de chuva. Não teremos um outono e um inverno chuvosos, mas os episódios poderão trazer transtornos às atividades de colheita.
A primavera e o verão serão marcados pela irregularidade na distribuição da chuva. não há garantia de chuva intensa, nem generalizada.
O outono de 2011 não será tão seco e quente quanto o de 2010. Volta e meia, uma ou duas vezes por mês, uma frente fria poderá trazer chuva à região produtora.
A Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaiso) alerta seus associados para o volume das chuvas. De acordo com a engenheira agrônoma do departamento técnico da cooperativa, Lívia Colombaroli, "o excesso de chuvas pode prejudicar, e muito, os cafezais. A tendência é de facilitar o aumento de doenças.
O padrão da atmosfera deve mudar no início de março e um último evento de trovoadas acontecerá a partir do dia 03 na região de Barra da Estiva e em toda a Chapada Diamantina.
Com o rápido enfraquecimento do fenômeno La Niña, as frentes frias não encontrarão barreiras que as afastem para o oceano. O risco de uma onda de frio mais intensa com potencial para transtornos é alta neste inverno.
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Com o cenário de enfraquecimento do fenômeno La Niña já para maio, a previsão para o período de colheita é de alguns episódios de chuva. Não teremos um outono e um inverno chuvosos, mas os episódios poderão trazer transtornos às atividades de colheita especialmente na zona da mata de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.
O que eu posso afirmar é que os últimos estudos sobre mudança climática apontam para ocorrência de condições extremas. Ou seja, locais frios ficariam ainda mais frios, locais quentes ainda mais quentes, locais chuvosos ainda mais chuvosos e locais secos ainda mais secos. Para Caconde, especificamente, registraríamos períodos chuvosos e secos mais marcantes (extremos). A temperatura é uma incógnita. Possivelmente teríamos grande amplitude térmica no inverno (madrugadas frias alternadas com tardes de calor) - esta amplitude tem a ver com a diminuição da umidade no inverno. Já no verão, tudo dependeria da Amazônia. Acesse aqui algumas notícias e artigos relacionados ao tema.
Luiz Carlos Bastianello afirmou que, neste ano, a cooperativa sentiu um declínio na produção de café em relação ao ano passado