Aumento na demanda por café canéfora está atrelado ao alto patamar de comercialização do arábica
Elevação do preço externo do canéfora e presença de agentes da indústria brasileira no mercado spot impulsionam cotações da variedade neste mês
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Elevação do preço externo do canéfora e presença de agentes da indústria brasileira no mercado spot impulsionam cotações da variedade neste mês
A alta nos preços do arábica está atrelada à baixa oferta de robusta no mercado interno e aos estoques justos, apontou o Centro.
A seca que atingiu o estado nos últimos tempos é a grande vilã na diminuição das embarcações.
Segundo o Cepea, o movimento do café arábica foi impulsionado pela alta externa.Veja mais valores.
"Esse cenário é reflexo da baixa oferta do grão, especialmente do tipo 6, que é o considerado no Indicador", pontua Cepea.
Alta esteve atrelada à valorização dos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e, especialmente, à retração vendedora no spot brasileiro
Netafim explica que, por meio da irrigação por gotejamento, atrelada à tecnologia da nutrirrigação, é possível potencializar a uniformidade na florada
Elevação esteve atrelada ao avanço dos futuros da variedade e à menor oferta do grão no físico
O indicador de preço Cepea/Esalq do café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 408,06 a saca de 60 quilos em julho (primeiro mês do ano agrícola 2012/2013). O resultado corresponde a uma queda de 10,87% em comparação com o mesmo mês de 2011 (R$ 457,81). A moeda norte-americana teve média de R$ 2,015 em julho, baixa de 1,8% ante junho.
Alta está atrelada aos avanços do dólar frente ao Real e preços externos do grão
Para o arábica, a pressão está atrelada à baixa verificada no mercado internacional e ao recuo do dólar e, para o robusta, à menor procura pelo grão
Os preços do robusta subiram até meados de junho, impulsionados pelo aumento da demanda pela variedade. A maior procura pelo robusta, por sua vez, esteve atrelada às elevadas cotações do arábica, que motivaram empresas a aumentar a participação do robusta nos blends. Nas últimas semanas do mês, no entanto, com o clima favorecendo a colheita brasileira (tanto de arábica quanto de robusta), as cotações internacionais recuaram, influenciando os preços no Brasil.
O número de negócios de robusta em julho esteve abaixo do previsto para o período. A quantidade envolvida em cada transação também foi atipicamente menor. Apesar da grande disponibilidade do grão, a baixa liquidez esteve atrelada, por um lado, à insatisfação de vendedores que aguardavam alguns reajustes e, por outro, ao fato de compradores terem feito estoques em meados de junho - justamente quando os preços na Bolsa de Londres tiveram forte alta.
O mercado cafeeiro do país já admite a falta do produto -e o consequente aumento do seu preço- na safra 2011/ 2012, que começa em maio. Os motivos são as previsões de quebra acentuada da produção e a bienalidade natural do café (que intercala ciclos produtivos altos -como em 2010- e baixos).
Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200.
O leitor e colaborador do CaféPoint Paulo Henrique Leme, consultor em marketing estratégico no agronegócio, especializado em café, afirma que o Brasil deve ter um estoque de regulação do mercado, de preferência, na mão do agronegócio café e não na mão do governo. Ele revela que para "descomoditizar" o café brasileiro do mundo do café devemos trabalhar na regra da oferta e demanda. "Colocar nosso produto na maior bolsa de café do mundo é fundamenta".
Após o início efetivo da safra 2010/11 de robusta do Espírito Santo em março, as cotações da variedade recuaram significativamente em abril. Segundo colaboradores do Cepea, apesar de a colheita ainda estar no início, o volume de grãos novos disponível já é significativo, cenário que tem pressionado as cotações. Além disso, ainda resta cerca de 20% dos cafés remanescentes da temporada 2009/10 para serem comercializados.
Mercado de café encerrou a semana em campo negativo tanto no mercado físico como nos futuros. A Bolsa de NY registrou a quarta queda consecutiva para o café arábica. O balanço entre oferta e demanda sugere que os preços do café ainda podem subir no curto prazo. Os estoques mundiais da commodity, especialmente de grãos de boa qualidade, são apertados.
As vendas do setor supermercadista cresceram 8,56% em janeiro no comparativo com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (24) pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). No confronto com dezembro, houve queda de 21,74%.
Os preços do café na bolsa se Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (10), sustentado pelo possível interesse de entrega do contrato de março. O mercado futuro de café fechou em alta também na BM&FBovespa. A alta do dólar e menor disponibilidade de cafés de qualidade impulsionaram os preços no mercado interno.
A concorrência não significa guerra, mas estratégias para valorizar os produtos. Quem não utilizar das vantagens competitivas que seu produto contém, em comparação ao produto do concorrente, caminhará para o fracasso. Ao compararmos o que ocorre entre cafés arábicas x robustas/conilon, a dedução matemática simples leva a conclusão imediata de que o blend, em sua maioria, está em 50%.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) planeja certificar este ano 800 propriedades de café, de acordo com as metas do Projeto Estruturador Certifica Minas, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 1 milhão para esta ação. Em 2008 o IMA conseguiu atingir a meta ao certificar 381 propriedades cafeeiras.
O número de propriedades de café auditadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já somam 437 em Minas Gerais. As auditorias do órgão são pré-requisito para a certificação da propriedade produtora. Desde setembro, o órgão vem realizando auditorias de conformidade nas propriedades mineiras. Ainda este mês, acontecem outras, porém para a obtenção da certificação, que são realizadas pela empresa IMO Control do Brasil.