Colheita de café arábica na região da Alta Mogiana chega a 15%
A expectativa de produção está em 1,6 milhão de sacas, ante 2,83 milhões de sacas de 2016.
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A expectativa de produção está em 1,6 milhão de sacas, ante 2,83 milhões de sacas de 2016.
Em relação ao mesmo período da safra passada, a colheita está praticamente no mesmo patamar.
Nos próximos dias não deve cair nenhuma grande chuva nos referidos estados do país.
Dados da consultoria apontam ritmo semelhante à mesma época de 2016.
Segundo a maior cooperativa de café do Brasil, safra 2016 está 12% mais avançada do que no ano anterior.
As recentes chuvas nas principais regiões produtoras de café arábica têm limitado o avanço da colheita da variedade. Segundo agentes colaboradores do Cepea, a umidade também tem atrapalhado a secagem dos grãos. Nesse cenário, o volume de café da safra 2012/13 disponível no mercado ainda tem sido restrito.
Em plena colheita da temporada 2012/13, fortes chuvas têm ocorrido nas principais regiões produtoras de café do Brasil. Além de atrasar a colheita, as precipitações preocupam agentes, que comentam que a qualidade do grão novo, sobretudo o de arábica, já começa a ser comprometida.
"Cafés de baixa qualidade tem atrapalhado o setor. Os preços do café torrado e moído não sobem", comentou o Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), Almir José da Silva Filho, durante o 18º Encafé (Encontro Nconal das Indústrias de Café), realizado de 12 a 16 de novembro, em Natal/RN. O evento discutiu principalmente a Instrução Normativa 16, que determina um padrão mínimo de qualidade para café torrado e moído. Ewaldo Wachelke, do Café Casa Verde, acredita que o grande calcanhar de aquiles da IN 16 é a análise sensorial e a questão do técnico responsável por analisar a bebida.
As exportações de café da Índia caíram em 19% nos primeiros cinco meses do ano, após chuvas excessivas terem atrapalhado a colheita na principal região produtora do país.
"A falta de investimentos na área de transportes é um dos principais obstáculos para o crescimento do ´próspero´ setor agrícola brasileiro", segundo reportagem do jornal britânico Financial Times em sua edição desta segunda-feira (16).
Reta final da colheita, faltando em muitos casos apenas o café de varreção, aponta especialista da Safras & Mercado
Com recorde na colheita de sacas, a ideia é recuperar as vendas no exterior e aumentar no mercado interno
O mês até o momento foi caracterizado por um tempo mais seco e quente e os cafezais do Sudeste estão sofrendo com a falta de chuvas. As taxas de evapotranspiração estão elevadíssimas e, com isso, o café já se encontra em déficit hídrico, sendo que os níveis de armazenamento de água no solo poderão ficar abaixo dos 50% no final da próxima semana.
A colheita do café arábica 2012/13 do Brasil ainda não ganhou ritmo nas principais regiões produtoras, segundo análise divulgada pelo Cepea nesta terça-feira. Segundo o centro de estudos da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), que consultou agentes em diversas partes do país, praticamente todas as lavouras devem estar com trabalhos de campo em junho, quando a colheita deve, então, deslanchar. Por enquanto, poucos lotes de grãos da temporada 2012/13 podem ser comercializados.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terceira estimativa da safra brasileira de café, anunciada em setembro, previu uma produção de 45,85 milhões da sacas para este ano, 27,11% maior em relação ao ano passado, em função do ciclo bienual do café. Destaca-se aqui a produção de arábica, que deve aumentar 40,53% neste ano, de 25,096 para 35,268 milhões de sacas.
Conforme informações do vice-presidente do Caccer (Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado), Wilson José de Oliveira, as cooperativas do cerrado de Minas Gerais têm recebido bastante café ultimamente. "O tempo está muito bom, não tem chovido. Agora a colheita tomou rumo mesmo, está indo de vento em popa", revelou Oliveira.
O índice de colheita de café nas principais regiões produtoras do Brasil varia de 5% a 60% da safra. A variação acontece devido às condições de cada lavoura e ao atraso dos trabalhos por causa das chuvas e floração tardia. Entretanto, um fator se faz cada vez mais comum: os produtores sofrem com o custo elevado da colheita, combinado com o preço baixo da saca, dólar em baixa e o aumento dos preços dos fertilizantes.
No 5º Congresso Brasileiro de Agribusiness, promovido pela Abag (Associação Brasileira de Agribusiness), que conta com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, será a discutida a agenda de propostas do setor a ser entregue aos candidatos que disputarão a eleição para presidente da República este ano.