Do vinho ao café: Argentina volta a apostar na cafeicultura
A Argentina está voltando a apostar no cultivo de café - e o movimento pode redesenhar o mapa da produção na América do Sul
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A Argentina está voltando a apostar no cultivo de café - e o movimento pode redesenhar o mapa da produção na América do Sul
Na Argentina, o consumo ronda os 1,5 quilos de café em média por pessoa por ano, enquanto que na Holanda, o país mais "cafeeiro" do mundo, é de 16 quilos.
Ainda que o número de usuários de bitcoin na Argentina seja pequeno, o desenvolvimento da moeda virtual cresceu.
O mercado de café da Argentina está evoluindo com a incorporação de novos hábitos, públicos mais jovens e a multiplicação de produtos para o público local. As cápsulas e as variedades mix (que se combinam com chocolate, creme, baunilha ou leite) impulsionam a expansão que o setor teve nos últimos tempos.
Na última sexta-feira (7), o secretário de Comércio da Argentina, Guillermo Moreno, avisou aos supermercadistas argentinos que, a partir de 1º de junho, estará proibida a importação de alimentos processados que também sejam feitos localmente. Se a medida realmente entrar em vigor, uma alta fonte do governo brasileiro já avisou que vai retaliar a Argentina em alimentos similares aos que forem atingidos. No 1º trimestre do ano, o país vizinho importou US$ 81 milhões em alimentos processados brasileiros e vendeu US$ 190 milhões para o Brasil.
Central de Café propõe ensinar novas formas de escolher e preparar o melhor café.
Consumidores cada vez mais sofisticados e ávidos de provar novos sabores, incentivam venda de cafés de qualidade.
Pela primeira vez na Argentina, foi colocado à venda um chiclete sabor menta com compostos naturais, capaz de controlar o impulso de ingerir alimentos entre as refeições. As gomas de mascar contêm extrato de café verde, que permite "minimizar a ansiedade por comer" e ajuda a reduzir os episódios de excesso de ingestão e a alimentação desordenada.
Em junho, um grupo de advogados ambientalistas peticionou à Suprema Corte da Argentina requerendo a imposição de uma proibição por seis meses sobre a venda e uso do glifosato naquele país. A polêmica se desenrola desde que o pesquisador Andrés Carrasco, da Universidade de Buenos Aires, constatou que doses mínimas do herbicida causaram defeitos no cérebro, intestino e coração de fetos de várias espécies de anfíbios.
Sob o título "Hábito Cultural de tomar café em Buenos Aires", a carteira de Cultura da Cidade argentina levou para a Unesco - órgão das Nações Unidas - a proposta de que um dos costumes mais emblemáticos dos moradores de Buenos Aires, como o de se sentar em um bar ou padaria e tomar café, seja declarado Patrimônio Intangível da Humanidade. Esse rótulo aponta a rituais festivos e aos costumes que antes não encontravam um lugar de promoção.
Destaque está no México, que já possui 360 cafeterias Starbucks, que acumula 35% de participação de mercado. Segundo a Alsea, companhia que representa a marca Starbucks nos dois países, a demanda mexicana de café passou de 0,5 quilos em 2002 para 1,7 quilos neste ano.
Destaque está no México, que já possui 360 cafeterias Starbucks, que acumula 35% de participação de mercado. Segundo a Alsea, companhia que representa a marca Starbucks nos dois países, a demanda mexicana de café passou de 0,5 quilos em 2002 para 1,7 quilos neste ano.
Em dez dias fará dois anos da abertura da primeira cafeteria da Starbucks na Argentina. Com quase 20 sucursais em Buenos Aires, a marca norte-americana se converteu no maior ícone do avanço das cadeias de cafeterias no mercado argentino. O crescimento da oferta de locais, no entanto, é registrado em um mercado em que o consumo per capita de café se mantém parado há mais de 30 anos em um quilo per capita.
Na Argentina, a existência de café colombiano está atrelada a uma aura de excelência, diferentemente do café brasileiro, que apesar de consumido, não chega a estimular a imaginação dos consumidores. Parece claro que isso não decorre da ausência de condições para a produção de qualidade em nosso território. Talvez esteja faltando construir uma boa imagem para o café brasileiro.
Gustavo Paiva explora a cultura de cafés especias em Buenos Aires, capital da Argentina
O consumo de café gourmet segue crescendo na Argentina. Um claro exemplo são os números apresentados pela Nestlé, onde se assegura que o consumo de café em cápsulas crescerá 30% nesse ano.
Apesar de o consumo interno se manter inalterável nos últimos trinta anos, o negócio de café da Argentina segue somando novos participantes internacionais. O último a entrar no mercado argentino foi o grupo italiano Lavazza que anunciou a compra de 100% da firma local Coffice.
O preço do milho alcançou patamar tão elevado no mercado doméstico que já se aproxima dos valores do produto originado na Argentina. No Nordeste a cotação do milho está na casa de R$ 34 a R$ 35 por saca. O milho argentino posto em fábricas próximas ou a cerca de 100 quilômetros dos portos nordestinos sairia por R$ 35 a R$ 35,60, considerando um preço de US$ 285 por tonelada.
A Câmara Argentina de Café lançou a campanha "Amo mi Café: es rico e natural". A campanha possui diferentes etapas e envolverá relações públicas com o apoio de publicidade gráfica e via pública, entre elas, a criação do logotipo, ações de relações públicas em meios tradicionais e ativações online.
Segundo informações da Xinhua, agência de notícias oficial do governo da República Popular da China, seis unidades associadas à uma federação chinesa irão à Argentina para cultivar grãos.
Para evitar a exportação total da safra devido à alta dos preços dos produtos agrícolas, a Argentina está sugerindo a criação de uma tarifa de exportação para todo o Mercosul. O Brasil é contrário à idéia. A taxa teria como objetivo evitar que os produtores agrícolas deixem o mercado interno desabastecido, encarecendo o preço dos alimentos no país. O Ministério da Agricultura brasileiro vê na iniciativa argentina uma tentativa de frear a perda de mercados externos provocada pela política de retenção de seus produtos.
Unidades serão operadas pela Alsea, parceira estratégica de longa data da rede de cafeterias.
A rede de cafeterias dos Estados Unidos, Starbucks Corp., está planejando abrir suas primeiras lojas na Argentina. A franqueada mexicana Alsea disse que assinou uma carta de intenção com a companhia dos EUA relacionada ao "desenvolvimento de estabelecimentos da Starbucks Coffee na Argentina". As duas firmas também abrirão lojas no Chile, que já tem lojas da Starbucks, abertas por uma diferente franqueadora.
Uma das bebidas mais populares do mundo voltou a recuperar na Argentina os níveis de consumo de antes da crise de 2002. Segundo pesquisas privadas, determinou-se que o mercado de café cresceu 14% durante 2006, enquanto se prevê que aumentará 50% nos próximos dez anos.