Volatilidade alta e operadores altistas
Queda do barril de petróleo afeta bolsa e mercados operam com perdas de 2 a 6%
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Queda do barril de petróleo afeta bolsa e mercados operam com perdas de 2 a 6%
Rodrigo Costa e sua analise semanal sobre o mercado cafeeiro
Para Rodrigo Corrêa da Costa, consultor de mercado, uma alta de US$ 10 centavos no curto prazo é factível e, "dependendo do comportamento e posicionamento dos traders, talvez até mais". Confira suas análises da conjuntura atual do mercado cafeeiro
O mercado internacional de café está ignorando os atuais fundamentos de menor disponibilidade do produto nos países consumidores, avaliou nesta terça-feira Robério Silva, diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), durante importante evento voltado aos exportadores de café. O CaféPoint esteve presente ao evento e expõe comentários adicionais.
Após quedas consecutivas, as cotações do café encerram a quarta-feira (30) em alta, apoiadas nos fundamentos altistas de oferta bastante restrita, sem possibilidade de suprimento da demanda mundial pelo produto. Na bolsa de Nova York o vencimento maio/11 teve valorização de 335 pontos, fechando a 264,80 centavos de dólar por libra-peso. O leitor do CaféPoint José Luis, de Santo Antonio do Jardim/SP, comentou que na sua região a safra já começou e o primeiro lote (50 sacas) de café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, com 25% de verde, está sendo negociado a R$ 475,00/saca.
As cotações do arábica encerraram a quinta-feira (19) em queda, puxada pela desvalorização generalizada das commodities. Na bolsa de Nova York o vencimento julho/11 teve desvalorização de 635 pontos, fechando a 263,70 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 527,20, com desvalorização de R$ 3,59 segundo o indicador Cepea/Esalq. As cotações do café conilon seguem em alta.
USDA divulga dados sobre Vietnã, levando tensão ao mercado, pontua consultor.
O comportamento instável dos preços globais do café nos últimos meses, principalmente no que diz respeito à diferença entre as variedades arábica e robusta, tem dificultado a formação de expectativas para os futuros neste ano. Enquanto o arábica - o mais consumido mundialmente - tem apresentado um dos piores desempenhos entre as soft commodities, o robusta tem se fortalecido.
As cotações do café arábica fecharam em alta na sexta-feira (21), acumulando valorização na semana em função dos fundamentos altistas de oferta restrita e demanda aquecida no mercado mundial. Com reflexos da previsão, na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 860 pontos, fechando a 240,40 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 442,48, com forte valorização de R$ 11,94, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a variação já acumula alta de R$ 29,49/saca.
Nova Iorque parece que não encontrou tanta compra de torradores como esperávamos e a queda para os patamares de preço abaixo de 120.00 cts assusta a todos. Com fundos ainda detendo uma posição comprada que não é pequena e o interesse de compra dos torradores retraídos pela queda forte do mercado, o arábica em Nova Iorque preocupa aqueles que não aproveitaram o "rallye" para fazer suas fixações.
Desde que, em março, os preços internacionais das commodities deixaram de crescer, poderia parecer que seu efeito sobre a inflação no Brasil teria se esgotado. Mas esses preços não devem retroceder de forma significativa e podem até voltar a crescer, impulsionando a inflação.
As cotações do café arábica registraram leve alta nesta terça-feira (21), contudo acumulam desvalorizações no período de um mês. Desde meados de maio as cotações vem registrando consecutivas baixas mesmo com demanda aquecida, estoques apertados e oferta ainda restrita, mesmo com a colheita no Brasil começando. O que tem influenciado o mercado negativamente é principalmente a crise financeira na Europa. Produtores brasileiros têm segurado as vendas à espera de novas altas.
Os alimentos, considerados os vilões do custo de vida desde o fim do ano passado ao lado dos serviços, devem dar uma trégua à inflação nos próximos três meses. O primeiro sinal de perda fôlego dos preços da comida apareceu nas cotações recebidas pelos produtores. O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista desacelerou na terceira quadrissemana deste mês para 0,36%, depois de ter atingido 1,59% na segunda quadrissemana de abril, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).
Não é tão comum as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior apresentarem mais ou menos o mesmo comportamento de preços ao longo de um mês no mercado internacional. Quando isso acontece, dificilmente a explicação deixa de ter alguma relação com as variações do dólar. Pois em outubro, a erosão da moeda americana se aprofundou e ofereceu sustentação às cotações de açúcar, café, cacau, suco de laranja, algodão, soja, milho e trigo nas bolsas de Nova York e Chicago.
O momento é delicado no mercado internacional de café, diante dos baixos estoques no Brasil e no mundo. Segundo o diretor sócio da Porto de Santos Comércio e Exportação, Nélson Carvalhaes, a situação de ajuste na oferta em relação à demanda no mundo é muito delicada e qualquer problema com a safra 2010 do Brasil - que se espera seja uma safra boa depois da produção pequena que será colhida em 2009 - vai gerar uma grande complicação.
Relatório da OIC divulgado em maio aponta que o indicador de preços caiu 3,5% em abril, afetado por tensões comerciais e menor desempenho do Brasil nas exportações de grãos verdes
Em seu relatório semanal, Marcelo Fraga avalia as mudanças no mercado com o início da colheita no Brasil
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que preços internos do café arábica seguem em forte ritmo de alta neste mês
Marcelo Fraga Moreira analisa os preços praticados no mercado cafeeiro nas últimas semanas e o clima nas regiões produtoras brasileiras
Segundo Marcelo Fraga, mercado interno segue firme, com os compradores procurando por lotes para cobrir suas necessidades de curto/médio prazo
Cotações do canéfora foram impulsionadas por valorizações do dólar e dos contratos futuros na Bolsa de Londres. Alguns negócios foram fechados no spot nacional
Cotações do canéfora foram impulsionadas pelas valorizações do dólar e dos contratos futuros na Bolsa de Londres. Negócios foram fechados no spot nacional
Final da semana foi marcado por uma alta dos preços do arábica e canéfora, isso por conta da valorização do dólar ante o real
Marcelo Fraga avalia como foi a primeira semana de junho no mercado do café